Baixar exames de Matemática, 12ª classe

Exames de 2008

1° Época

2° Época

Exames de 2009

1° Época

2° Época

Exames de 2010

1° Época

2° Época

Exames de 2011

1° Época

2° Época

Exames de 2012

1° Época

2° Época

Exames de 2013

1° Época

2° Época

Exames de 2014

1° Época

2° Época

Exames de 2015

1° Época

2° Época

Exames de 2016

1° Época

2° Época

Exames de 2017

1° Época

2° Época

Exames de 2019

1° Época

Exames de 2020

1° Época

Baixar exames de Física, 12ª classe

Exames de 2000

época

2° época

Exames de 2001

1° época

2° época

Exames de 2002

1° época

2° época

Exames de 2003

1° época

2° época

Exames de 2011

1° época

2° época

Exames de 2012

1° época

2° época

Exames de 2013

1° época

2° época

Exames de 2014

1° época

2° época

Exames de 2016

1° época

2° época

Exames de 2019

2° época

Exames de 2020

2° época

Matéria – conceito, e propriedades

Se observarmos o ambiente que nos rodeia, notaremos coisas que podemos ver e tocar, como uma bola, um lápis, um caderno, alimentos, plantas e rochas, e outros que podemos sentir, como o vento, o ar e a brisa. Se colocarmos algumas destas coisas numa balança, poderemos perceber que todas elas possuem uma certa quantidade de massa.

Chamamos matéria a tudo aquilo que existe na natureza, tem massa, ocupa lugar no espaço e pode, portanto, de alguma forma, ser medido.

Corpo é uma porção limitada da matéria e o objecto é um corpo fabricado para um determinado fim.

Resumindo, podemos dizer que o ferro é matéria, uma barra de ferro é um corpo e um portão de ferro é um objecto.

Propriedades da matéria

Uma espécie química é classificada de acordo com as suas propriedades, que podem ser específicas, gerais e funcionais.

Propriedades específicas da matéria

São aquelas que são peculiares a cada substância pura. Podem ser físicas, químicas e organolépticas.

Propriedades físicas

São aquelas que têm relação com os fenómenos físicos. Entre as propriedades físicas, encontram-se o ponto de fusão, o ponto de ebulição, o calor específico, a densidade e o coeficiente de solubilidade.

Ponto de fusão

É a temperatura em que a substância passa do estado sólido ao estado líquido. Por exemplo, a temperatura de fusão da água é de 0°C e a do álcool etílico é -112°C.

Ponto de ebulição

É a temperatura a que a substância passa do estado líquido ao estado gasoso. Por exemplo, a temperatura de ebulição da água é de 100 °C e a do álcool etílico é de 78,4 °C.

Calor específico

É a quantidade de calor necessária para elevar de 1 °C a temperatura de 1 grama de substância.

Densidade

A densidade indica-nos se uma dada porção dessa substância, ocupando um dado volume, tem maior ou menor massa. Esta varia com a temperatura pois geralmente os corpos com o aumento da temperatura dilatam-se e com a sua diminuição contraem-se. Caso não seja mencionada a temperatura a que foram submetidas as substâncias, deve entender-se que ocorreu a 25 °C.

Coeficiente de solubilidade

O coeficiente de solubilidade de uma substância, a uma dada temperatura, é a quantidade máxima de massa dessa substância capaz de se dissolver totalmente em uma quantidade de solvente (normalmente, é a água). Quando ultrapassado estes limites, a solução fica supersaturada e a substância deposita-se no fundo do recipiente.

Propriedades químicas

São as propriedades relacionadas com os fenómenos químicos.

Propriedades organolépticas

São aquelas que impressionam os nossos sentidos.

Estado de agregação: dependendo das condições de pressão e de temperatura, uma substância pode ser sólida, líquida e gasosa. Estas propriedades podem ser percebidas pelo tacto.

Cor: a matéria ou substância pode ser colorida ou incolor. Esta propriedade é percebida pela visão.

Sabor: uma substância pode se insípida (sem sabor), como é o caso da água, ou sípida (com sabor), como é o caso do sabor salgado do sal (cloreto de sódio). Esta propriedade é percebida pelo paladar.

Odor: a matéria pode ser inodora (sem cheiro) ou odorífera (com cheiro) Esta propriedade é percebida pelo olfacto.

Propriedades gerais das substâncias

São as que podemos observar em toda a espécie de matéria, independente da substância de que é feito. São elas: massa, inércia, extensão, impenetrabilidade, divisibilidade, compressibilidade, elasticidade e indestrutibilidade.

Massa: é uma propriedade relacionada com a quantidade de matéria e é medida geralmente em quilogramas (kg).

Extensão: indica o espaço ocupado pela matéria. O volume mede a extensão de um corpo.

Impenetrabilidade: dois corpos não podem ocupar ao mesmo tempo o mesmo espaço.

Compressibilidade: diminuição do volume da matéria quando submetida a uma determinada pressão. Os gases são facilmente comprimidos; os líquidos podem ser comprimidos até certo ponto; nos sólidos quase não se percebe este fenómeno.

Divisibilidade: propriedade que a matéria tem de se dividir em partículas mais pequenas.

Inércia: propriedade que a matéria tem de se manter na situação em que se encontra, seja em repouso ou em movimento.

Indestrutibilidade: a matéria não pode ser criada nem destruída, apenas transformada.

Propriedades funcionais das substâncias

São as propriedades comuns existentes em certos grupos de substâncias que constituem as funções químicas. Exemplos: os óxidos, ácidos, bases e sais.

Química – conceito, história e importância

Química (do egípcio kēme (Chem), signicando “terra”) é uma ciência natural e experimental que se ocupa do estudo das propriedades e da composição das substâncias, das suas transformações, assim como as leis que regem essas transformações.

História

Um laboratório de um alquimista

A história da Química está intrinsecamente ligada ao desenvolvimento do Homem. A Química desenvolveu-se a partir da alquimia, que foi praticada por muito tempo na Europa, na China, na Índia e em África (Egipto). Esta tradição tinha como objectivo transformar metais inferiores em ouro, obter um remédio que curaria todas as doenças e daria uma longa vida (Elixir da longa vida) e criar uma vida humana artificial chamada “Humunculus”.

Apesar de não ter um carácter científico, a alquimia permitiu o desenvolvimento de muitos procedimentos e conhecimentos que mais tarde foram utilizados pela Química.

Considera-se que os princípios básicos da Química se recolhem pela primeira vez na obra do cientista britânico Robert Boyle: The Sceptical Chymist (1661). A Química, como tal, começa a ser explorada um século mais tarde com os trabalhos do francês Antonine Lavoisier e as sua descobertas em relação ao Oxigénio, à lei da conservação da massa e à refutação da teoria do flogisto como teoria da combustão.

Relação da Química com outras ciências

Assim como acontece com outras ciências naturais (Física e Biologia, por exemplo), a Química baseia-se na observação de fenómenos da Natureza.

A Química relaciona-se também com outras ciências e áreas do conhecimento, tais como a Matemática, a Geografia, a História, o Português, o Desenho, a Informática, etc. Por exemplo, a Química usa:

• conceitos de Matemática e de Física;


• Métodos de Desenho para representar aparelhos e aparelhagens;


• A informática (computação) para efectuar cálculos complexos e para armazenar e sistematizar a imensa quantidade de dados e informação sobre os compostos químicos;


• A Língua como veículo de comunicação;


• A História para descrever factos e acontecimentos passados;


• A Geografia para situar e localizar as fontes das substâncias, etc.

Importância da Química

A Química tem um carácter aplicado.
Muitas vezes, para a resolução de um problema prático é necessário que
ela actue em conjunto com outras ciências:


• Com a Engenharia, a Química proporciona outros materiais como
por exemplo, os vidros, as cerâmicas, os plásticos, os supercondutores, as células fotoquímicas, as pilhas e baterias de automóveis, etc.;


• Com a Medicina, uma das maiores beneficiárias das investigações químicas, anualmente são descobertas centenas de novas substâncias que podem actuar como medicamentos.


Todas estas aplicações são apenas uma parte do que existe em termos de avanço científico e tecnológico ligado à Química. Nenhum progresso é possível, nesses e noutros campos, sem a aplicação dos conceitos básicos
da Química.

O Método Científico

A Química, como ciência experimental, concentra a sua investigação no chamado método científico.
O método científico é baseado no estudo de modelos cuja formulação é executada a partir de:

– Observação cuidada do fenómeno a ser estudado;

– recolha de dados para o estudo;

– formulação de hipóteses;

– experimentação para verificar a validade das hipóteses;

– avaliação de resultados experimentais;

– conclusão sobre o estudo realizado.

Electroscópios

O electroscópio é um dispositivo que permite verificar se um corpo está carregado electricamente.

Existem vários tipos de electroscópios, sendo os mais conhecidos o pêndulo eléctrico e o electroscópio de folhas.

Pêndulo eléctrico

Este é o tipo mais simples de electroscópio. É constituída por uma pequena esfera de material condutor e leve suspensa na extremidade de um fio, preso a um suporte. Aproximando da esfera um corpo electrizado positiva ou negativamente, haverá uma polarização na esfera do pêndulo e uma consequentemente atracção.

Pêndulo eléctrico (Imagem: Realize Educação)

Para determinar o tipo de carga de um corpo através do pêndulo eléctrico, é preciso electrizar a esfera do pêndulo com carga conhecida.

Assim, se a esfera for atraída pelo corpo, significa que este tem carga oposta a da esfera; se a esfera for repelida, significa que a carga do corpo é igual à da esfera.

Electroscópio de folhas

O electroscópio de folhas é constituído por uma haste metálica com uma esfera metálica na extremidade exterior. Na outra extremidade encontram-se duas folhas metálicas leves que podem abrir e fechar livremente.

Electroscópio de folhas (Imagem: Realize Educação )

Para determinar se um corpo está ou não electrizado, basta aproximá-lo da esfera, sem tocar nela. Se o corpo estiver electrizado, a parte metálica do electroscópio electriza-se por condução. A esfera fica com carga oposta e as folhas com carga do mesmo sinal do indutor, por isso, elas afastam-se uma de outra, abrindo. Com o afastamento do indutor, a carga eléctrica redistribuir-se-á e as folhas fecharão.

Eletroscópio de folhas acusando corpo eletrizado (Imagem: Realize Educação)

Com o electroscópio de folhas também podemos determinar a carga de um corpo electrizado. Para isso é preciso electrizar o electroscópio por contacto com carga conhecida. As folhas ficarão abertas, Pois possuem carga do mesmo sinal.

Aproximando da esfera um corpo electrizado, as folhas do electroscópio vão:

• afastar-se, se o corpo tiver carga com o mesmo sinal. Neste caso aumenta ainda mais a carga das folhas;

• aproximar-se, se o corpo tiver carga de sinal contrário ao do electroscópio, pois as cargas negativas de um vão neutralizar as cargas negativas do outro.

Eletroscópio de folhas sendo usado para determinar a carga elétrica (Imagem: Realize Educação)

Processos de electrização

Eletrização é o processo de tornar um corpo eletricamente neutro em um corpo eletricamente carregado

Existem três tipos de processos de eletrização, são eles: por fricção, por contacto e por indução.

Electrização por fricção

Na electrização por fricção, friccionam-se dois corpos, inicialmente neutros e constituídos por substâncias diferentes. Durante o processo, há transferência de electrões de um corpo para o outro. Estes adquirem cargas de sinal contrário.

Electrização por contacto

A electrização por contacto consiste em colocar em contacto dois corpos, um electrizado e outro neutro. Neste tipo de electrização, os corpos adquirem cargas do mesmo sinal.

Electrização por indução

A electrização por indução consiste em aproximar, sem tocar, um corpo electrizado (indutor ou influenciador) de um corpo neutro (induzido ou influenciado). As extremidades do corpo neutro ficam electrizadas – a mais próxima com carga oposta à do condutor e a mais afastada com carga igual.

A Tabela Periódica Moderna

A tabela periódica é um instrumento essencial para o estudo dos elementos químicos e das suas propriedades. Ela é resultado de muito trabalho que envolveu muitos cientistas e permite, hoje, saber com muita facilidade as propriedades de qualquer elemento, uma vez conhecida a sua posição na tabela.

Características da Tabela Periódica Moderna

Até ao início do século XX os elementos químicos eram ordenados de acordo com as respectivas massas atómicas. Com os trabalhos de Rutherford e seu discípulo Moseley descobriu-se que a parte central do átomo continha uma carga positiva bem definida e que diferia de um átomo para o outro.
A esta carga positiva Moseley chamou de número atómico.

Moseley verificou que colocando os elementos químicos por ordem crescente dos seus números atómicos obtinha-se uma disposição idêntica àquela que se obtinha ao colocá-los por ordem crescente das suas massas atómicas.

Esta constatação levou à reformulação da lei periódica, segundo a qual dispondo os elementos químicos por ordem crescente dos seus números atómicos as propriedades dos elementos repetem-se em intervalos regulares (periodicamente).

A Tabela Periódica moderna é organizada em colunas e linhas:

• as colunas, verticais, são designadas por grupos, numerados de 1 a 18, da esquerda para a direita.

• as linhas, horizontais, correspondem aos períodos, numerados de 1 a 7, e de cima para baixo.

Tabela Periódica Moderna

Período

À medida que se percorre a Tabela ao longo de um período, da esquerda para a direita, o número atómico aumenta uma unidade e o elemento químico apresenta mais um protão (e, portanto, mais um electrão).

Grupos ou famílias

Os elementos de cada coluna – grupo – possuem igual número de electrões de valência (electrões de energia mais elevada) responsáveis pela semelhança das propriedades químicas desses elementos.
Os elementos do mesmo grupo constituem uma família.

Estrutura das células procariotas e eucariotas

A célula é a menor porção da matéria viva capaz de realizar funções vitais. É a unidade básica, estrutural e funcional de todos os seres vivos.

Ao ramo da Biologia que se dedica ao estudo das células denomina-se Citologia. A citologia estuda as células, sua estrutura e funções.

De acordo com a sua organização estrutural, as células podem ser procariotas ou eucariotas.

As células procariotas apresentam uma organização celular muito simples; não possuem núcleo individualizado do citoplasma por falta de membrana nuclear. Actualmente considera-se que os únicos seres procariotas são as bactérias e as cianofíceas.

Célula procariota

As células eucariotas apresentam uma estrutura mais complexa e uma organização celular bem definida, com núcleo delimitado por uma formação
membranar designada por invólucro nuclear. É esta região da célula que encerra a maior parte
do material genético, os cromossomas, em número variável consoante as espécies.

As células eucariotas podem ser animais e vegetais.

Célula animal (eucariota)

Célula vegetal (eucariota)

Diferenças entre a célula animal e vegetal

Apesar das células terem um plano básico comum, há algumas diferenças entre a célula animal e a célula vegetal.
As células vegetais têm para além da membrana citoplasmática uma parede esqueléctica. Possuem plastos que não aparecem nas células animais. Os vacúolos são maiores nas células vegetais. Já as células animais apresentam centríolo.